O que você sabe sobre sua operadora?

19 de abr. de 2022
OPERADORAS
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Em tempos de crise, o planejamento financeiro passa a ser uma evidência nas casas brasileiras e as operadoras de telefonia móvel podem ser o foco de redução e reajustes de muitas pessoas.

Mas, para além do preço, muita gente deixa de analisar outros aspectos essenciais à sustentabilidade do uso de um serviço tão indispensável. É preciso, por exemplo, entender se o mapa de cobertura oferecido atende à sua região e se os serviços que oferecem suprem suas necessidades, sem gerar surpresas com excedentes e outros custos desnecessários.

Mais do que avaliar se a operadora de sua escolha oferece uma infraestrutura adequada, é preciso também checar se ela garante sinal nas localidades onde você usa ou pretende usar seu smartphone.

Uma boa maneira de obter informações sobre cobertura é por meio do Mosaico, ferramenta de análise de cobertura da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). No caso da Fluke, você pode acessar também o nosso mapa de cobertura próprio. A plataforma online traz uma estimativa de desempenho de cada operadora em cada município do Brasil, fruto das avaliações da Anatel. Basta escolher a cidade e avaliar o sinal de 2G, 3G e 4G em cada localidade.

foto de uma antena de telefone

Como funciona a cobertura de sinal das operadoras?

Como os telefones celulares se comunicam usando ondas de rádio, sua confiabilidade é influenciada por muitos fatores, como a proximidade do telefone à estação base com a qual está se comunicando, obstáculos físicos e interferências ou ruídos.

O ruído refere-se a sinais eletrônicos indesejados introduzidos por componentes do circuito ou distúrbios naturais que tendem a distorcer as comunicações.

Por exemplo, como outras transmissões de rádio, as chamadas telefônicas podem ser afetadas por condições climáticas severas, grandes edifícios ou outros objetos entre o telefone e a estação base ou antena mais próxima que seu provedor de serviços sem fio usa.

É bem possível que você já tenha perdido a paciência com a falta de sinal 4G em alguns pontos da cidade, ou até mesmo da sua casa. E se não tiver um sinal Wi-Fi por perto, a sua vida começa a virar um caos momentâneo.

Isso pode ocorrer devido a limitações na topografia (o ambiente), a capacidade (quantos chamados estão se comunicando com o mesmo site celular em um determinado momento), e arquitetura de rede (onde as antenas estão localizadas).

Uma série de fatores podem impedir o início ou a conclusão de uma chamada de um telefone celular ou mesmo o acesso à rede 4G para acesso à internet.

Por exemplo, o sinal de comunicação entre o seu telefone celular e o site da célula pode desaparecer de forma significativa e encerrar sua chamada enquanto você dirige por um túnel ou entra em um prédio, a estrutura bloqueia o sinal.

foto de uma avenida na cidade de São Paulo

Ou ainda, quando muitas pessoas usam a rede de um operadora ao mesmo tempo e sua capacidade é forçada, outros clientes que tentam se conectar podem ouvir um "sinal ocupado" em vez de poder completar suas chamadas, assim como terem a força da rede 4G diminuída por algum período.

Esses locais onde você não pode fazer ou receber chamadas devido a essas limitações são às vezes referidos como "zonas mortas", "furos de cobertura", "manchas mortas" ou "áreas obstruídas".

Embora as operadoras móveis tentem projetar suas redes para eliminar chamadas descartadas, sinais ocupados e áreas de sombra, nenhuma rede é perfeita, então as quebras de cobertura dentro das áreas de cobertura em geral ainda são possíveis.

Informações específicas ou atualizadas podem não estar disponíveis nos mapas fornecidos pela operadora de celular, porque a cobertura está mudando com frequência.

imagem de redes virtuais

MVNO: um novo jeito de fazer telecomunicação

Quando se pensa em operadora de telefonia móvel, normalmente, imagina-se toda uma infraestrutura robusta com torres e antenas espalhadas por toda a cidade, além de toda a parte burocrática relacionada às licenças necessárias para operar.

Mas, imagina só se, cada vez que uma nova operadora surgisse, fosse necessário a instalação de novas torres e antenas pelas cidades. Em algum momento teríamos um grave problema de limitação de espaço e até mesmo ruídos devido à proximidade das antenas.

Uma MVNO, sigla em inglês para mobile virtual network operator, é uma operadora de rede móvel virtual que, basicamente, compra o direito de utilizar parte da infraestrutura oferecida por uma ou mais operadoras móveis (essas sim, com torres e antenas).

O modelo de Operadora móvel com rede virtual (MVNO) já é utilizado em mais de 40 países, sendo que a Europa concentra a maior parte dos casos. As parcerias têm como objetivo unir a expertise das operadoras de telefonia ao potencial de mercado, canais de distribuição e recursos das grandes empresas, fidelizando a base de clientes por meio da mobilidade e da oferta diversificada de serviços e produtos.

Sendo assim, uma MVNO não precisa se preocupar em fazer investimentos pesados em torres e antenas, como também não conta com espectros de radiofrequência, ficando responsável somente pela comercialização e faturamento do serviço, além do atendimento aos clientes.

O consumidor tem muito a ganhar com os serviços prestados por um MVNO, como a Fluke. Por ser focado em nichos segmentados, esse tipo de rede oferece serviços especiais para os clientes, evitando o assédio das ligações de telemarketing desde o início, sem necessidade do prefixo obrigatório, por exemplo.

Dessa forma, o público ganha mais qualidade nos planos e mais opções de escolha e serviço personalizado. O mercado fica mais competitivo e as operadoras buscam aprimoramento constante para reter o consumidor em sua marca.

duas mulheres mexendo no computador e discutindo informações

Garantindo seus direitos

Reclamar da má qualidade dos serviços de telefonia móvel e fixa é algo comum para os brasileiros. No entanto, muitos consumidores não sabem exatamente quais direitos têm (e não têm) em relação à utilização das linhas, planos contratados e cobranças.

Confira alguns dos direitos essenciais e obrigatórios que você tem diante de qualquer operadora:

Fidelização

A fidelização na telefonia fixa já foi proibida pela Anatel. Entretanto, passou a ser permitida pelo Regulamento Geral de Direitos do Consumidor dos Serviços de Telecomunicações. Na telefonia móvel, isso já era permitido.

Neste caso, as operadoras podem oferecer um contrato que obriga o consumidor a cumprir um período mínimo de uso. Tudo sob pena de multa em caso de cancelamento do plano antes do final do contrato.

Porém, de acordo com o Procon-SP, ofertas como essa só podem ser feitas se o consumidor tiver um benefício compatível à exigência feita pela empresa. Como, por exemplo, o cliente ganhar, no ato da contratação, um aparelho celular com preço proporcional ao valor integral da multa.

A fidelidade, no entanto, não pode ter prazo superior a 12 meses. E um dos direitos do consumidor de telefonia é não pagar a multa caso a quebra do contrato se dê por má prestação do serviço por parte da operadora.

Cancelamento automático

O consumidor poderá cancelar serviços de telefonia fixa e celular por meio da internet ou simplesmente digitando uma opção no menu na central de atendimento telefônico da prestadora. Ou seja, sem precisar falar com uma atendente da operadora.

Quando o cancelamento do serviço for feito por mecanismo automático, ele passará a valer em dois dias úteis no máximo. Já o cancelamento feito com atendentes continua a valer imediatamente após a solicitação.

Manter seu número na troca de operadora

A portabilidade numérica é a funcionalidade que permite que você mantenha o mesmo número de telefone se decidir mudar de operadora. A transferência deve ocorrer em até 5 dias úteis e na maioria das operadoras é grátis.

O que quer dizer? Significa que se você quiser mudar, por exemplo, da Tim para a Fluke, mas estiver em dúvida por não querer perder seu número, você pode manter ele. Seu número de telefone será exatamente o mesmo.

Reajuste de Tarifas

Esse é um direito do consumidor de plano de celular pouco falado, mas que existe e pode ser importante para quem é cliente controle e pós-pago.

Os preços e tarifas só podem ser reajustados pelas operadoras de telefonia móvel a cada 12 meses.

Portanto, se você assinou um plano no valor de R$60, por exemplo, e depois de três meses a empresa aumentou o valor para R$63, você pode exigir que o preço original volte a ser cobrado.

Esses são apenas alguns dos direitos em telefonia móvel que todo consumidor possui. Traremos em breve um texto mais detalhado sobre esse assunto.

mãos segurando e mexendo em um smartphone

Quais informações pessoais as operadoras podem coletar e armazenar?

Antes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrar em vigor no Brasil, era comum que as empresas compartilhassem dados com outras, vendendo as informações que tinham em seus bancos. Essa prática é, agora, considerada ilegal e pode causar multas para as empresas que ainda insistem nesse tipo de troca.

É assim que empresas com as quais você nunca teve relacionamento conseguem (ou conseguiam, na teoria) seus dados pessoais. A LGPD veio para resolver esses problemas e serve como um guia do que as empresas podem, ou não, fazer com os dados dos consumidores.

Dados que as operadoras podem ter acesso

  • Nome completo
  • Endereço completo
  • Número de telefone
  • E-mail
  • Documentos pessoais (RG e/ou CPF)
  • Volume de tráfego na internet (consumo da franquia)
  • Histórico de uso de serviços e produtos da operadora
  • Atendimentos por diferentes meios na operadora
  • Recargas e  Pagamentos

Dados que as operadoras NÃO PODEM ter acesso

  • Registro de navegação na internet ou redes sociais
  • Informações fornecidas para aplicativos
  • Conteúdo de chamadas
  • Conteúdo de SMS

Além disso, existem os dados sensíveis, que podem ou não fazer parte do banco de dados da operadora a depender do tipo de contratação e especificações de cada operadora.

As regulamentações preveem que o titular (indivíduo a quem os dados pertencem) pode, a qualquer momento, solicitar que o controlador (empresa ou organização que, para seus fins, armazena e utiliza esses dados) elimine essas informações de seus sistemas, bem como pode solicitar um novo consentimento para acesso a esses dados.

O desrespeito ao direito fundamental à privacidade é passível tanto ações preventivas quanto ações de reparação de danos morais e materiais, individuais e coletivas.


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