Tecnologia e Telecomunicações: como chegamos até aqui?

14 de mar. de 2022
TECNOLOGIA
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Por mais eficiente que seja a comunicação escrita, nada substitui uma conversa direta entre duas ou mais pessoas. Por isso, desde o surgimento da humanidade tentamos criar tecnologias que permitissem a comunicação à distância por voz. É ai que entram as telecomunicações.

A transmissão de mensagens foi solucionada de diferentes maneiras ao longo da história, mas comunicação por voz permaneceu sendo um grande desafio por muito tempo. Só no século XIX a humanidade conseguiu criar um aparelho para conversar em tempo real com quem está longe.

Na esteira das tecnologias da comunicação elétrica,  o telefone foi inventado quase ao mesmo tempo que o telégrafo e o rádio. Na época, essas três grandes inovações revolucionaram e deram origem às telecomunicações, mudando as formas de conexão humana e mudaram a história definitivamente.

A comunicação por voz tornou possíveis as relações em nível global, transformou a forma de fazer negócios, aproximou famílias e muito mais. Afinal, uma conversa por voz tem uma grande vantagem sobre as mensagens escritas: ela transmite não apenas informações, mas também emoções humanas.

celulares de modelos antigos e novos misturados, empilhados

Os primeiros aparelhos

Fala a verdade, você consegue imaginar o nosso cotidiano sem o celular? Pois é, é praticamente impossível sair de casa sem esse aparelho. Com o passar dos anos, o telefone vem ganhando cada vez mais espaço na sociedade, sempre com recursos novos e aplicativos que facilitam ainda mais o nosso dia a dia.

O telefone foi criado pelo cientista norte-americano de origem escocesa Alexander Graham Bell (1847-1922). Foi ele quem registrou a primeira patente de invenção em março de 1876, horas antes de outro estudioso, Elisha Gray. O registro deu início a uma das mais longas batalhas judiciais por patentes da história.

Inclusive, 10 de março é comemorado o Dia do Telefone. A data faz referência ao registro da primeira patente realizada por Graham Bell.

Evolução do telefone nos séculos XIX e XX

1876 – Nesse ano, o professor escocês Alexander Graham Bell inventou o primeiro aparelho telefônico. Ele funcionava de modo bem básico sendo que, ou você ouvia ou falava, não era possível fazer os dois ao mesmo tempo. Ele possuía uma caixa de madeira, que funcionava como bateria.

1904 – Com o formato de um “castiçal”, esse telefone funcionava com o uso de uma manivela, onde o sinal era enviado para uma telefonista, que completava a ligação.

1950 – Foi desenvolvido o modelo clássico de telefone, onde girava-se um anel para discar o número desejado. Até hoje, algumas residências contam com esse aparelho, seja para fazer ligações, ou como aspecto decorativo.

1965 – No ano de 1965, foi criado o primeiro modelo “flip” de telefone. Nele, ainda não existiam botões e também era necessário girar o anel para discar.

1970 – Surgem os telefones fixos com botões para fazer as ligações. Embora seja um modelo antigo, ainda é muito utilizado até hoje, tanto no ambiente doméstico, como em ambientes comerciais.

1980 – É criado o telefone sem fio, um verdadeiro salto de tecnologia para a época, permitindo que os usuários pudessem andar dentro de um determinado raio de distância, enquanto falava ao telefone. Esse aparelho funciona por meio de uma base, conectada à tomada e a uma conexão telefônica.

1990 – No início da década de 90, a Motorola lançou o primeiro modelo de celular do Brasil. Esse aparelho já contava com um visor para ver os números digitados. Ficou conhecido como “tijolão”, pelo seu tamanho avantajado.

Evolução do telefone no século XXI

2002 – Na década de 2000, surgem os celulares com visor colorido e designs diferenciados. Aliás, no ano de 2002 eles ganharam um acessório a mais: a câmera digital.

2005 – Nesse ano, são lançados os primeiros modelos de celular com a capacidade de armazenar arquivos de música (MP3).

2007 – Chegamos ao ano em que a Apple revoluciona o mercado de celulares e lança o iPhone, um aparelho touchscreen, um sistema operacional próprio e que permitia rodar aplicativos. Nasce o primeiro smartphone (telefone inteligente).

2008 – Começam a ser produzidos, os smartphones com teclados QWERTY (uma versão do teclado de computador, compactado para o tamanho do celular).

2011 – São lançados novos modelos de smartphones com sistemas operacionais únicos e diversos aplicativos. Além disso, a maioria dos celulares já suportam conexão com a internet e as fotos tiradas com a câmera possuem melhor definição.

Atualmente – Por fim, temos os modelos mais atuais onde os smartphones possuem uma gama enorme de características, como câmeras de alta resolução, desbloqueio da tela por meio da digital ou reconhecimento facial, resistência à água, telas com tecnologia anti-queda, dentre outras.

foto de mão digitando uma mensagem em um smartphone

O primeiro SMS (1992)

A evolução do celular também passa pela primeira mensagem de texto da história: “Feliz Natal”. Ela foi enviada no dia 03 de dezembro de 1992 por um engenheiro de 22 anos de idade na época, Neil Papworth. Ele trabalhava na Vodafone, operadora do Reino Unido.

A mensagem foi digitada pelo computador e fazia parte de um teste. Na sequência foi enviada para Richard Jarvis, diretor da Vodafone, que recebeu o texto por um modelo Orbitel 901, um dos primeiros do mundo a ter uma integração de rede GSM.

Após esse feito, os SMS ainda demoraram um bom tempo até virarem febre. No início, as mensagens de textos eram exclusivas entre engenheiros e nerds entusiastas.

Outros “primeiríssimos”

2001 - O primeiro telefone bluetooth e o primeiro celular com câmera fotográfica.

2002 - O primeiro aparelho a apresentar conectividade celular, operando por uma rede GSM, era um BlackBerry que permitia aos usuários enviar e-mails e organizar seus dados de forma eficiente, um sonho de consumo da época.

2007 - O primeiro celular da Apple, o Iphone 2G, revolucionou o mercado!

2011 - O primeiro celular dual-chip

Evolução das redes “G’s”

O acesso à internet em celulares através de dados móveis é comum com a presença das tecnologias 3G e 4G. Olhando para o passado, desde as tecnologias 2G e até 1G, é fácil notar a constante evolução desse tipo de conexão ao longo dos anos. Por outro lado, pensando em presente e futuro, o 5G já começa a ser uma realidade. Mas o que significam esses termos?

Há uma explicação básica para a nomenclatura: a letra "G" representa a geração da rede de internet móvel, enquanto os números indicam a evolução a cada versão. Ou seja, quanto maior o número, a tecnologia é mais avançada e mais recente. Confira, a seguir, as principais diferenças entre cada rede.

A primeira geração de celulares (1G) adotava padrões analógicos que transmitiam apenas voz. A segunda geração (2G) já se baseava em sistemas de codificação digital (GSM, TDMA e CDMA), mas permaneceu sendo usada principalmente para comunicação por voz.

A terceira geração (3G) foi projetada desde o início para transmitir também dados multimídia. Mas a revolução dos smartphones só foi possível com a ampla adoção da quarta geração (4G), que incorporou aos aparelhos o acesso à internet móvel, transmissão de imagens em alta definição e videoconferência, entre outros recursos.

O próximo passo, a tecnologia 5G, promete maior largura de banda, maiores velocidades de download e novas possibilidades de integração com a chamada internet das coisas (IoT). A rede 5G vem sendo desenvolvida para comportar o crescente volume de informações trocadas diariamente por bilhões de dispositivos sem fio espalhados mundialmente.

chip fluke apoiado em uma bola verde

SIM card, eSIM, iSIM - A evolução dos chips

O SIM card nada mais é do que a identidade da sua linha telefônica. Com capacidade de até 128 kilobytes, eles têm capacidade para carregar até 250 contatos, um menu personalizado pela operadora para acesso a serviços, diversos mecanismos de segurança e, o mais importante, o IMSI (International Mobile Subscriber Identity).

O IMSI é um número de até 15 dígitos que marca a identidade internacional da sua linha, contendo o país, operadora de origem e o número individual de uma linha para determinado SIM card.

A autenticação do IMSI com a torre da operadora consegue estabelecer que o usuário tenha acesso a sua própria linha, assim como como permite utilização roaming mantendo seu mesmo número. O fato do IMSI estar no SIM card e não no próprio dispositivo permite que você troque de aparelho rapidamente, bastando trocar o chip.

Atualmente, existem 3 tipos de SIM card em uso no mercado: Mini-SIM (2FF), Micro-SIM (3FF) e Nano-SIM (4FF). Antigamente também era utilizado o padrão 1FF, do tamanho de um cartão de crédito convencional que era inteiramente colocado dentro do celular. A expressão “celular de cartão” nunca fez tanto sentido.

eSIM

A sigla eSIM, em inglês, Embed Subscriber Identity Module, em português, módulo embutido de identidade do assinante, é como o chip comum, que você já conhece, é um pequeno cartão que contém as informações de identificação do usuário, permite a comunicação entre dispositivos, armazena dados como agenda, informações de planos e preferências.

A diferença é que o eSIM, como o próprio nome explica, é embutido no aparelho celular. Ou seja, soldado diretamente na placa-mãe do dispositivo.

A cada ano, as fabricantes de smartphones precisam de mais espaço no celular para colocar componentes como sensores, processadores e mais bateria. O chip removível ocupa bastante espaço, mas era obrigatório para o funcionamento do celular.

Mas agora já existe uma alternativa para um futuro sem chips, ou melhor, sem chips removíveis: o eSIM é um padrão consolidado que já está disponível nas operadoras brasileiras.

A grande verdade é que o chip físico não deve sumir tão cedo, mas o cartão virtual está se popularizando cada vez mais. No final das contas, o eSIM nada mais é do que uma espécie de SIM Card embutido no dispositivo e que não poderá ser trocado com facilidade.

O eSIM pode parecer uma tecnologia ingrata ao olhar pela primeira vez: a flexibilidade de trocar de operadora a qualquer momento é uma das maiores vantagens do SIM Card convencional. No entanto, existem algumas vantagens que podem se sobressair:

  • a tecnologia permite contratar planos e mudanças de operadoras diretamente no dispositivo, sem a necessidade de se dirigir a uma loja ou comprar um chip pela internet;
  • durante viagens internacionais, será possível contratar planos de uma operadora local, evitando tarifas caras de roaming;
  • caso você tenha seu celular perdido ou roubado, outra pessoa não conseguirá remover o chip para inibir o localizador.
  • Para quem tem iPhone, outra vantagem do eSIM é a possibilidade de usar duas linhas no mesmo aparelho, sendo uma no chip físico e a outra no eSIM. Quem tem um iPhone 13 ou superior consegue usar dois eSIMs ao mesmo tempo.

Para conseguir um eSIM, é necessário verificar o procedimento com cada operadora.

iSIM

iSIM (Integrated SIM) é uma evolução ao eSIM que libera mais espaço no interior de celulares e facilita a integração de redes móveis em mais dispositivos.

A tecnologia leva o chip de operadora (SIM) para dentro do processador e terá um funcionamento parecido com o eSIM. Assim, as fabricantes vão garantir mais espaço no interior dos celulares e também poderão levar as redes móveis para outros tipos de dispositivos.

O iSIM, que foi anunciado em janeiro de 2022 pela Qualcomm, chega para incrementar a tecnologia do eSIM. Não à toa, a Qualcomm diz que a novidade é uma evolução significativa nas soluções eSIM existentes.

A companhia também destaca que a tecnologia oferece benefícios aos usuários e operadoras, já que facilita a implementação de serviços móveis em outros dispositivos além do celular.

A tecnologia foi demonstrada na Europa em um Galaxy Z Flip 3 com Snapdragon 888 nos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Samsung. Mas não se sabe quando o iSIM chegará aos smartphones que estão nas prateleiras.


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